Redes Cordiais lança Guia de Impacto da Educação Midiática

O Redes Cordiais lançou na semana passada o Guia Prático para capacitar cidadãos a aplicar com autonomia métodos de mensuração de impacto a projetos de educação midiática. Organizado por Eduardo Fraga e Monique Lemos, o guia conta com contribuições de pesquisadores e especialistas como Pedro Burgos, Pablo Ortellado, Sérgio Lazzarini, Claudia Costin, Cíntia Gomes, Luiz Futuro e um artigo meu sobre as práticas adotadas nas oficinas sobre desinformação e discurso de ódio no Programa Agentes de Governo Aberto.

A oficina “Identificando notícias falsas e promovendo uma comunicação cidadã” teve como objetivo compartilhar técnicas de checagem dos fatos e despertar no cidadão o seu papel na luta contra a disseminação de notícias falsas e discurso de ódio. O artigo presente no guia traz, a partir da ideia de competência midiática de Ferrés e Piscitelli (2015), algumas percepções prévias das atividades aplicadas no decorrer da oficina, como o Quiz das Fake News e suporte audiovisual como a série sobre fake news da Gabi Oliveira em parceria com a Avaaz.

Acesse aqui para baixar o material.

20 pesquisadores para acompanhar em 2021

Apesar das controvérsias, o Twitter ainda é uma excelente plataforma para conhecer pesquisadores e discussões interessantes. Pensando nestas vantagens, segue lista com 20 pesquisadores para acompanhar o trabalho e as conversas durante esse próximo ano.

1: Flavia Medeiros


2: Serge Katembera


3: Marcus Vinicius Bomfim


4: Gabriela de Almeida


5: Cristiano Rodrigues


6: Sabelo Mhlambi


7: Deen Freelon


8: Daniela Gomes


9: Jamelle Watson-Daniels


10: Mutale Nkonde


11: Seyram Avle


12: Kim Gallon


13: Christen A. Smith


14: Desmond Upton


15: Dr. Lisa B Thompson


16: Natália Neris


17: Mírian Silva


18: Gabriel Nascimento


19: Carla Vieira


20: Daiane Oliveira

Oficinas de Governo Aberto 2020

Teve início no dia 15 de setembro e vai até dezembro o ciclo 2020 das Oficinas de Governo Aberto. Este ano, por conta do contexto pandêmico, as oficinas são online e em razão disso pessoas de fora do munícipio também podem participar das atividades.

Ao todo são 32 Agentes de Governo Aberto com oficinas distribuídas em 6 diferentes categorias temáticas: transparência, participação social, inovação, comunicação, controle social e processos legislativos.


Esse ano trago a oficina “Identificando notícias falsas e promovendo uma comunicação cidadã” que tem como objetivo compartilhar técnicas de checagem dos fatos e despertar no cidadão o seu importante papel na luta contra a disseminação de notícias falsas, além de dar insumo para o desenvolvimento de uma comunicação correta, transparente e cidadã.

Dentre os conteúdos abordaremos aspectos de comunicação e democracia, desinformação e discurso de ódio, o papel das plataformas, checagem dos fatos, contra-narrativas em rede e dicas de checagem na prática. Além da oficina, há uma pasta de referências bibliográficas com mais de 50 artigos, livros e relatórios de institutos de pesquisa que ficará a disposição do participante.

Já temos as datas das minhas oficinas do mês de outubro (abaixo) e estou agendando para movimentos sociais, grupos de pesquisas e demais turmas que queiram uma sala fechada. Quem tiver interesse na inscrição nas datas já disponíveis ou solicitar uma oficina, só entrar em contato por este formulário.



Mas como disse acima, são 32 oficinas diferentes. Tem muito conteúdo nos mais variados temas. Vou deixar abaixo alguns exemplos (com texto descritivo do site de divulgação). Se inscrevam. Todas as oficinas são gratuitas e certificadas.

Vivendo e Aprendendo – Tecnologia 60+

  • A oficina visa facilitar o uso dos aparelhos celulares, smartphones pelos idosos, aproveitando seus benefícios, como: consultas SUS, SP156, Meu INSS. Entender sobre Fake News e suas consequências e sobre compartilhamento consciente.

Controle social na prática: aprenda a garantir os seus direitos como cidadão

  • Para colocar o controle social em prática, o primeiro passo é exercer seus direitos. Esta oficina permitirá aos participantes conhecer seus direitos, cobrar seu cumprimento, exercer o controle social e combater a corrupção.

Criação de web rádio e podcast com softwares livres

  • Crie uma Web Rádio com transmissão ao vivo usando software livre, grave e publique como podcasts. Incentive a participação social com debates e conteúdos da sua comunidade.

Checa Fato – apurando e construindo informações

  • Nesta oficina, vamos ensinar formas de identificar e checar informações em fontes confiáveis e a produzir novas informações, construídas a partir de critérios jornalísticos.

Planejamento familiar: direitos da gestação ao parto

Você sabe o que é planejamento reprodutivo? Ou melhor, que ele existe? Pois é, esse é um dieito que você tem e será apresentado nesta oficina de governo aberto.

Mapas e combate à pandemia

  • Os mapas são instrumentos poderosos, há séculos utilizados no combate a epidemias e problemas de saúde pública. Com a pandemia do novo coronavírus observamos uma efervescente produção de mapas, com os mais diferentes usos, entre eles a análise da disseminação do vírus na cidade, fornecendo informações estratégicas para a definição de políticas públicas de combate a COVID-19. Nesse curso iremos explorar as relações entre os mapas e a saúde pública, com exemplos históricos, tais como o mapa da cólera, de 1850. Mais do que isso, já que esse não é apenas um curso teórico, juntos vamos explorar os dados territorializados disponibilizados pela Secretaria Municipal da Saúde para refletir sobre possíveis ações locais no enfrentamento da pandemia. Trata-se de uma abordagem teórico prática voltada a funcionários/agentes públicos e atores locais, que poderá contribuir para a definição de estratégias de enfrentamento na escala local.

Cartografeto – Cartografia Afetiva do território

  • A oficina irá promover a troca de saberes entre os participantes na construção de um processo de reconhecimento do seu território de vivência e potencialização do dialogo e convívio com as diferenças.

Chega de bagunça! Como a organização das informações públicas pode aumentar a participação social através da atuação de robôs

  • Venha discutir e aprender como a padronização na divulgação das convocações de reuniões e audiências permite a interpretação das informações por robôs e aumenta a participação social.

Uma web possível: criação de sites acessíveis

  • Há um tempo a internet é um, cada vez mais, importante meio de oferecimento de serviços, mas estes, nem sempre estão disponíveis para todos, e, podemos mudar essa realidade. Saiba como, construindo e apoiando uma web acessível e possível!

APIS de visão computacional: investigando mediações algorítmicas a partir de estudos de bancos de imagens

O artigo publicado recentemente na Revista Logos é parte dos resultados do projeto Interrogating Vision APIs realizado no Smart Data Sprint 2019 e elaborado por Tarcízio Silva, André Mintz, Taís Oliveira, Helen Takamitsu, Elena Pilipets, Hamdan Azhar e Janna J. Omena.

O artigo apresenta resultados de estudo sobre Interfaces de Programação de Aplicações (API, na sigla em inglês) de visão computacional e sua interpretação de representações em bancos de imagens. A visão computacional é um campo das ciências da computação dedicado a desenvolver algoritmos e heurísticas para interpretar dados visuais, mas são ainda incipientes os métodos para sua aplicação ou investigação críticas.

O estudo investigou três APIs de visão computacional por meio de sua reapropriação na análise de 16.000 imagens relacionadas a brasileiros, nigerianos, austríacos e portugueses em dois dos maiores bancos de imagens do ocidente. Identificamos que: a) cada API apresenta diferentes modos de etiquetamento das imagens; b) bancos de imagens representam visualidades nacionais com temas recorrentes, mostrando-se úteis para descrever figurações típicas emergentes; c) APIs de visão computacional apresentam diferentes graus de sensibilidade e modos de tratamento de imagens culturalmente específicas.

Para acessar o artigo completo clique aqui.

Artigo: #quemmandoumatarmarielle: a mobilização online um ano após o assassinato de Marielle Franco

Acaba de ser publicado na Revista Líbero o artigo #quemmandoumatarmarielle: a mobilização online um ano após o assassinato de Marielle Franco em co-autoria entre Taís Oliveira, Dulcilei Lima e o Professor Dr. Claudio Penteado.

O artigo apresenta o resultado do mapeamento de conversas e grupos no marco de um ano do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, ocorrido em 14 de março de 2018. A metodologia utilizada foi a Análise de Redes Sociais na Internet a partir de publicações no Twitter com as hashtags #QuemMatouMarielle, #QuemMandouMatarMarielle, #MariellePresente, #MarielleFrancoVive e #MarielleVive.

Buscamos compreender quais as pautas levantadas pelos usuários e que grupos são identificados a partir da clusterização da rede. Quando Marielle foi morta, essas hashtags reuniram discussões, manifestações de condolência, cobrança por justiça e o assunto chegou a ocupar a primeira posição no Trending Topics Mundial do Twitter no dia 15 de março de 2018. Dias antes do marco de um ano da morte da vereadora surgiram nas redes sociais as primeiras mobilizações com a convocação de atos, homenagens, filtros nas fotos de perfil no Facebook, ações que cresceram com a notícia das prisões de dois suspeitos. Observamos nesse contexto a estrutura e os atributos relacionais de tais manifestações.

Obtivemos como principais resultados uma rede extensa, descentralizada, com nós unilaterais e diversos clusters. Embora com nós pouco conectados, as conversas na rede se deram sob as mesmas pautas baseadas em uma única questão: quem mandou matar Marielle?

Acesse o artigo completo aqui.