Lista de ONG’s em São Paulo

Desde a graduação eu sempre quis trabalhar no terceiro setor, então há uns 5 anos eu criei uma planilha pessoal chamada ‘ongs que eu gostaria de trabalhar’ e fui alimentando com nome, site e e-mail de contato. De tempos em tempos revisitava a lista pra ver se tinham vagas, etc. Quando fui Agente de Governo Aberto, em 2017, essa listagem me foi muito útil pra estabelecer contato com lugares que gostariam de receber minhas oficinas.

Recentemente estava a revisitando novamente pois ia compartilhar com uma colega da faculdade que busca trocar de área/emprego e fiquei pensando que talvez a lista fosse muito útil para outras pessoas também. Então, disponibilizo aqui a planilha atualizada e com acesso livre. São 76 organizações, por enquanto, vou tentar atualizar na medida do possível. Indico também acessarem o site do GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas, o site da Abong e as listas de 100 Melhores Ongs do ano.

Evento: Afetando Tecnologias, Maquinando Inteligências

Evento ocorre em fevereiro, na USP. A proposta é discutir, a partir de um olhar do Sul Global, perspectivas de(s)coloniais, feministas e indígenas, o impacto das tecnologias nos mais variados campos da sociedade.

No dia 06 (quinta-feira) componho mesa junto com os integrantes da Gerência de Cidadania e Diversidade Cultural – GECIDSabelo Mhlambi e Dalida Maria Benfield (sessão gratuita).

A programação ainda conta com as presenças de Rafael Grohmann (DigiLabour), Katherine Ye, Sil Bahia (PretaLab / Olabi), entre outros. Saiba mais informações no site.

Comunidades, algoritimos e ativismos digitais: olhares Afrodiaspóricos

Capa por Isabella Bispo

Muito em breve será lançado a coletânea ‘Comunidades, algoritimos e ativismos digitais: olhares Afrodiaspóricos’ organizada por Tarcízio Silva.

O livro reúne 14 capítulos de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros e traduções de autores dos países Congo, Etiópia, Gana, Nigeria, Colômbia, Estados Unidos e Reino Unido. O objetivo da publicação é agregar reflexões diversas e interdisciplinares sobre comunicação digital, raça, negritude e branquitude.

Dentre os atores, há nomes como Ruha Benjamin, Niousha Roshani, Andre Brock, Abeba Birhane, Serge Katembera Rhukuzage, Thiane Neves, Larisse Louise Pontes Gomes, entre outros. Eu e a Dulcilei Lima apresentaremos o capítulo “Mulheres e tecnologias de sobrevivência: Afroempreendedorismo e  Economia Étnica” que traz uma reflexão sobre o perfil das mulheres Afroempreendedoras e como as tecnologias são apropriadas para se pensar em trabalho e renda.

O livro será gratuito no formato digital. Para receber em primeira mão, cadastre-se aqui.

Pra quem já mordeu um cachorro por comida…

Pra quem já mordeu um cachorro por comida, até que eu cheguei longe é nome da primeira mixtape do rapper Emicida e é também nome da antologia que celebra os 10 anos desse marco histórico no rap nacional, um projeto organizado pelo cantor e em parceria com a Laboratório Fantasma e LiteraRua.

Pois bem, estava bem plena desembarcando em Belém para o Intercom quando recebo uma notificação de dm no Twitter de nada mais nada menos que o próprio Emicida. Importante dizer o quando exatamente, pois estava recém titulada e indo apresentar um artigo sobre o resumo da minha dissertação.

Era um convite para escrever um artigo sobre minha pesquisa para compor a antologia. O livro conta com a participação de mais 54 autores, dentre os quais nomes como Roberta Estrela D’Alva, KLJay, Leci Brandão, Mel Duarte, Suzane Jardim, Dona Jacira, Jessé Souza, Caio César, Alê Santos, Nina Silva, entre outros. Meu artigo é o ‘Quando nóiz perceber o poder que tem, cuidado’, falo sobre a pesquisa em Afroempreendedorismo, economia étnica e as conexões possíveis a parte das redes.

Além dos 54 artigos, o livro é esteticamente lindo e conta com ilustrações exclusivas pensadas para cada capítulo e que referenciam cada uma das 25 músicas que compõe a mixtape. Acesse o site da Lab para saber como adquirir a obra. 🙂

Racial Literacy in Technology: The Problem of Disinformation and Hate Speech in Brazil, United States and South Africa

Bibliography

BENJAMIN, Ruha. Retomando nosso fôlego: Estudos de Ciência e Tecnologia, Teoria Racial Crítica e a imaginação carcerária. In SILVA, Tarcízio (org). Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiapóricos. LiteraRua: São Paulo, 2020.

DOMINGUES, Petrônio. Movimento negro brasileiro: alguns apontamentos históricos. Tempo, v. 12, n. 23, 2007.

GERHART, Gail M. Black power in South Africa: The evolution of an ideology. Univ of California Press, 1979.

GOMES, Nilma Lino et al. Alguns termos e conceitos presentes no debate sobre relações raciais no Brasil: uma breve discussão. In: Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal, v. 10639, n. 03, 2005.

JACCOUD, Luciana; THEODORO, Mário. Raça e educação: os limites das políticas universalistas. Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas, v. 1, 2005.

MORRIS, Aldon; BURNETT, Annahid. Web Du Bois no centro: da ciência, do movimento dos direitos civis, ao movimento Black Lives Matter. Revista Inter-Legere, v. 1, n. 23, p. 150-170, 2018.

MOURA, Clovis de. História do Negro Brasileiro. São Paulo: Ática, 1992.

NOGUEIRA, João Carlo; MICK, Jacques. Desenvolvimento, empreendedorismo e promoção da igualdade racial. In: NOGUEIRA, João Carlos (Org.). Desenvolvimento e empreendedorismo afro-brasileiro: Desafios históricos e perspectivas para o século 21. Florianopolis: Atilende, 2013.

SKERRETT, Allison. English teachers’ racial literacy knowledge and practice. Race Ethnicity and Education, v. 14, n. 3, p. 313-330, 2011.

TRINDADE, Luiz Valério. Mídias sociais e a naturalização de discursos racistas no Brasil. In SILVA, Tarcízio (org). Comunidades, Algoritmos e Ativismos Digitais: olhares afrodiapóricos. LiteraRua: São Paulo, 2020.