#BlackInAI: Reflexões sobre o passado, o presente e o futuro

Entre os dias 8 e 14 de dezembro acontece a 33ª #Neurips Conference (Neural Information Processing Systems) em Vancouver, Canadá. A proposta do encontro é reunir pesquisadores, profissionais e empresas para discutir inovações, tendências, aspectos éticos e políticos da área de sistemas (IA, ML, NPL, etc). O escopo do evento abarca palestras com pesquisadores, workshops, partilha de estudantes, apresentações de posteres, eventos sociais, networking e tudo o mais que um grande evento pode proporcionar.

Dentre as diversas atividades do #Neurips há um dia inteiro dedicado a discutir temas pautados em diversidades, então na segunda-feira (9/12) ocorreram os workshops específicos sobre Mulheres na Machine Learning, Latinxs na Inteligência Artificial, Queer na Inteligência Artificial, Judeus na Machine Learning, Pessoas com Deficiência na Inteligência Artificial e Black in AI. Foi por intermédio deste último, o Black In AI, que eu e um grupo de brasileiros recebemos grants para participar do evento.

Pesquisadores da UFMG, UnB, PUC/MG, UFAM, UFBA e UFABC.

Essa é a terceira vez que o Black In AI ocorre na programação do #Neurips e o grande objetivo é refletir sobre as atuais condutas e os seus processos, pensar alternativas para fatores problemáticos a partir do viés racial e imaginar ações possíveis para um futuro mais adequado em relação aos impactos sociais da tecnologia, sobretudo na Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina.

Taís Oliveira, Tarcízio Silva e Rodolfo Avelino: doutorandos do Programa de Ciências Humanas e Sociais da UFABC.

O workshop contou com breves apresentações de trabalhos desenvolvidos por pesquisadores e palestras de Elaine Nsoesie da Universidade de Boston, Sarah Menker da Gro Intelligence e Matthew Kenney da Duke University. Para encerrar o workshop esses três pesquisadores compuseram uma mesa para discutir trajetórias, contemporaneidade e perspectivas para um futuro com recortes críticos e éticos nas áreas de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina, sobretudo para diminuir consequências negativas de processos falhos.

É possível assistir as falas pela plataforma SlideLive: Matthew Kenney, Sara Menker e Elaine Nsoesie.

Em outro ambiente ocorreram as apresentações de posteres de estudantes e profissionais sobre diversos temas relacionados a aplicações e projetos nesses dois tópicos. Dentre os brasileiros que tiveram seus trabalhos expostos estavam Mírian da Silva, da UFMG com seu trabalho sobre identificação de similaridades entre sequências biológicas; Milena Tenório da UFAM sobre representação lógica; Rodrigo Martins da PUC – Minas sobre otimização de e-commerce; e Ramon Vilarino da Serasa Experian sobre explicabilidade e diversidade em escores de crédito.

O #Neurips acontece até sábado com uma programação enorme e diversa e ainda sobre o BlackInAI, na sexta-feira tem um jantar especial que contará com as presenças de Ruha Benjamin e Charity Wayua. Voltarei aqui com os updates da semana! 😉

Editora Atena lança coletânea sobre comunicação

Acaba de ser lançada a coletânea “A Influência da Comunicação” da Editora Atena, sob organização de Marcelo Pereira da Silva.

O e-book conta com 25 artigos divididos em 3 partes: a primeira engloba discussões a respeito da influência do jornalismo em suas muitas nuances na sociedade contemporânea; a segunda envolve a influência do ensino, políticas públicas, comunicação de marcas e participação social; e a terceira abarca a influência da comunicação no contexto das redes/mídias sociais da internet.

Meu artigo Redes Sociais na Internet e a Economia Étnica: breve estudo sobre o Afroempreendedorismo no Brasil integra a coletânea, que pode ser baixada gratuitamente aqui.

Contornando Invisibilidades: Curadoria e Resgate de Conhecimentos Negros

Na semana passada ocorreu o curso Humanidades Digitais Negras, que teve como objetivo debater as relações étnico-raciais permeados pelo ambiente digital à luz dos estudos sobre a Black Digital Humanities. As aulas foram conduzidas por Tarcízio Silva, Morena Mariah, Larisse Pontes, Fernanda Souza e eu.

A aula Contornando Invisibilidades: Curadoria e Resgate de Conhecimentos Negros propôs a reflexão sobre como as tecnologias negras foram determinantes para o desenvolvimento econômico do país e como, na contemporaneidade, coletivos negros vêm utilizando as ferramentas tecnológicas para compartilhar conhecimentos e ideias (ideais).

Com base em trabalhos desenvolvidos desde 2017 a respeito do tema e de resultados da dissertação, foram apresentados ações de cunho político-social e perfil do movimento Afroempreendedor no Brasil.

Abaixo disponibilizo a apresentação e as referências utilizadas nesta reflexão.

Contornando Invisibilidades: Curadoria e Resgate de Conhecimentos Negros from Taís Oliveira

Tecnologias Negras serão debatidas em programação de Outubro no Sesc

A incrível programação, que ocorre em São Paulo, Grande São Paulo, interior e litoral, está dividida em cinco eixos que se relacionam com adinkras (símbolo ideográfico originário de povos da África Ocidental):

  • Sankofa Um olhar para o passado | Tecnologias Ancestrais – Tradicionais, da Palavra e Manuais
  • Nea Onnim No Sua A, Ohu Quem não sabe pode saber aprendendo | Tecnologias Digitais e Contemporâneas
  • Nyansapow Nó da sabedoria e magia | Afrofuturismos, Distopias e Utopias
  • Mpatapow Nó de reconciliação e de paz | Tecnologias Invisibilizadas e de Resistência
  • Ananse Ntontan Sabedoria, criatividade e complexidade da vida | Estética, Crítica e História da Arte
Arte por: Marcelo D’Salete 

Participo de duas atividades:

>> Estudos das relações étnico-raciais permeados por ambiente digital nas perspectivas das Humanidades digitais negras <<

Entre os dias 02 a 04 de outubro, das 19h30 às 21h30, no Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo a atividade conta com o seguinte percurso:

  • 2/10. Humanidades Digitais Negras: Tecnologias de Resgate com Tarcízio Silva.
  • 3/10. Contornando Invisibilidades: curadoria e resgate de conhecimentos negros com Morena Mariah e Taís Oliveira.
  • 4/10. Textualidades e Visualidades Digitais: da literatura à política da estética com Larisse Pontes e Fernanda Sousa e Silva.

>> Apropriação Cultural e Empoderamento Negro na Web <<

No dia 30/10, das 16h às 18h, no Sesc Florêncio de Abreu

O debate com Gilberto “Tensai”, Stephanie Ribeiro e Taís Oliveira sobre representatividade e o empoderamento negro possível e necessário nas mídias e redes sociais, suas perspectivas para o futuro e dificuldades enfrentadas até o momento.

Confira também:

Fique atento às datas de inscrição, pois as vagas são limitadas! 😉