Planejamento e Diversidade na Comunicação Digital

Planejamento e comunicação digital é um tema bastante recorrente aqui no Versátil RP (ver sugestões no final do post), porém o “algo a mais” da vez é o pedido da Esamc em abordar na apresentação para a Semana de Comunicação um tópico sobre o tão aclamado e polêmico tema diversidade na comunicação. A gente já tem alguns conteúdos que versam sobre isso (links no final também), mas acho necessário dessa vez optar por uma nova provocação.

Vamos conceituar os termos. Em RP é bem comum encontrar uma conceituação e processo de planejamento da Professora Margarida Kunsch na bíblia Planejamento Estratégico de Relações Públicas na Comunicação Integrada, para ela “o planejamento constitui um processo complexo e abrangente. Possui dimensões e caraterísticas próprias, implica uma filosofia e políticas definidas e é direcionado por princípios gerais e específicos. Não é algo solto e isolado de contextos”. (KUNSCH, 2003) ). Ou seja, o planejamento estratégico de comunicação é uma pesquisa profunda e esquematizada sobre uma marca, empresa, personalidade ou instituição. É colocar no papel todo o conteúdo aprendido, e isso significa ir além do âmbito do qual irá desenvolver um trabalho. Por exemplo, o foco é em digital, mas é de suma importância saber como funciona o atendimento no balcão da loja física, ou saber como ocorrem os processos de comunicação interna.

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Entender a história, refletir no presente e planejar o futuro

Para contextualizar, a nossa primeira pauta com foco em diversidade foi a série EnegreceR[P]que aconteceu durante o novembro negro de 2015. Nesta ação, convidamos vários profissionais e estudantes negros das relações públicas para contar suas experiências, inquietações, questionamentos, trajetórias, desejos e anseios em relação ao ambiente acadêmico e ao mercado de trabalho.

Bom, vamos ao tema proposto para debate no Encontro Regional de Estudantes de Relações Públicas – 2016: Diversidade nas Organizações. A diversidade é um conceito possível de abordar a partir de múltiplos ângulos. Desde a dimensão cultural, religiosa, regional, de grupos específicos, de opiniões e assim por diante. Como dizem “vamos começar do começo”. O primeiro passo é definir o conceito de diversidade que, segundo o Dicionário Michaelis, trata-se da 1 Qualidade daquele ou daquilo que é diverso. 2 Diferença, dessemelhança: Diversidade de interpretações. 3 Variedade: Diversidade de dons.

A partir disso, vale perguntar: por que quem é considerado pertencente a um grupo de diversidade é diversidade? Por que é “diferente” e quem determinou o que é “normal”? Estando aí a diversidade, cabe a nós pensar a respeito e compreendê-la pressupõe observar, interpretar e respeitar as concepções de mundo e as vivências dos tantos grupos que compõem a sociedade. Grupos que se posicionam a partir dos hábitos adquiridos em sua cultura. Para Clifford Geertz (1989), o conceito de cultura é:

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Mulheres da comunicação e das relações públicas

Em geral, eu tenho muito medo de fazer lista, porque a gente nunca conhece todo mundo do mercado e sempre ficam bons nomes de fora. Mas neste oito de março decidi fazer uma lista de mulheres da comunicação e das relações públicas que eu tenho admirado no atual contexto. Seja por seus projetos, posicionamentos, liderança, trajetória, etc.

No que se refere à ações de comunicação, sempre vemos uma série de barbáries, geralmente por falta de conhecimento do que representa a própria data e ao que é ser mulher na sociedade. O oito de março não é uma data para comemorar ou dar flores. É uma data para pensarmos, questionarmos e provocarmos sobre onde estamos enquanto seres subjugados na sociedade, aqui sobretudo no mercado de trabalho e na academia. Temos que refletir sobre onde podemos (e devemos) chegar e como fazer tudo acontecer.

Nesta lista terão professoras, estudantes, empreendedoras, pensadoras e outras tantas mulheres que fazem coisas incríveis no que cada uma se propõe durante todo o ano e que, sem dúvida, somam na construção de um contexto mais próximo do ideal.  😉  Continue lendo

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EnegreceR[P] – Precisamos falar do público negro

Desde 2008, quando iniciei a graduação, e mais especificamente em 2009, quando decidimos ter um blog sobre relações públicas, nunca vi nenhuma ação, debate ou evento no Novembro Negro ou em qualquer outro período do ano que abordasse a questão dos profissionais e estudantes negros das relações públicas (se tiver algum que passou batido, me avisem, por favor). Pela primeira vez, em seis anos de Versátil RP, vamos enegrecer esse espaço.

As motivações são muitas, a começar pela minha úlcera que ataca cada vez que leio ou vejo os colegas definindo apontamentos racistas como “mimimi” e “vitimismo”. Sempre me pergunto qual a utilidade dos dois anos de base humanística da Comunicação Social para um “profissional” ter uma concepção tão simplória de uma questão profunda e estrutural. Além dessa motivação, em 2014 um colega RP me chamou inbox no Facebook para contar uma situação racista que ele tinha passado e isso me fez repensar muitas situações. Outro ponto este ano participei de um processo seletivo em uma empresa X, nos dias que estive lá fiz o famoso “teste do pescoço” e não vi um negro nos departamentos administrativos e de comunicação, além de eu ser a única negra participando da seleção e, mesmo com todos os pré-requisitos, não fui sequer notificada sobre o fim do processo seletivo (concluam vocês).

Juntando tudo isso, íamos aplicar uma pesquisa para mapear e entender esse público – os profissionais e estudantes negros das relações públicas. Porém, seria algo complexo e que não estávamos totalmente preparados por se tratar de um nicho muito específico, além do nosso cronograma estar bem cheio. Logo, optamos por propor essa provocação ao mercado, aos colegas, às entidades de classe e às universidades no mês da consciência negra, e quem sabe no próximo ano podemos até pensar juntos ações para abordar essa temática? Continue lendo

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Relações Públicas no contexto das mídias sociais

No ano de 2014 as Relações Públicas completarão 100 anos no Brasil. Nesse período muitas coisas mudaram na comunicação, desde a maneira como ouvimos música: da vitrola, rádio, discos, walkmans, mp3 ao iPod; a maneira como consumimos entretenimento: da televisão tubo em preto e branco, a televisão à cores, Lcd, plasma, smart TV; a forma como lemos os livros: dos impressos, online e leitores digitais; Entre tantas outras evoluções midiáticas.

A comunicação das organizações, dos profissionais e os relacionamentos acompanharam tais mudanças, principalmente nas últimas duas décadas com a presença cada vez mais importante e maciça da rede mundial de computadores conectados. E o que muda para as Relações Públicas nesse novo cenário?

Destaco aqui três pontos de vista relacionados às Relações Públicas que considero indispensáveis: a atuação do profissional no ambiente digital e o uso dos canais; a presença dos públicos no ambiente digital e usuários dos canais; e o ambiente digital e os canais para a valorização da profissão. Continue lendo

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