Dica de blog: Insightee – à procura do insight perfeito

Eu amo gente jovem com energia. E que, de quebra, produz materiais úteis, sérios e responsáveis. Esse é o caso do Pedro Meirelles do blog Insightee (que já está na lista de referências desde o início do blog, mas o que é bom vale reforçar, né…).

Pedro tem 21 anos, é aluno no curso de Estudos de Mídia da UFF e assistente de pesquisa no IBPAD. Em novembro de 2016 publicou o post Profissão Social Media: áreas de atuação e fontes para estudo, um material maravilhoso detalhando as áreas de social media (monitoramento, planejamento, conteúdo, relacionamento, mídia e mensuração) com dicas de profissionais a seguir, conteúdo para estudar, eventos, cursos, etc.

Não satisfeito (ainda bem), a continuação desse material é o detalhamento de cada área, com a colaboração de 10 profissionais que atuam em regiões e portes diferentes. O primeiro post foi o Profissão Social Media: monitoramento – da teoria à prática e o segundo Profissão Social Media: planejamento – da teoria à prática, do qual tive o grande prazer de colaborar.

Se você achou incrível até aqui é por que ainda não viu os conteúdos anteriores. Que tal um debate embasado sobre diversidade nas organizações? Tem no post Profissionais de comunicação, a diversidade se faz na diferença, com uma reflexão sobre relações de poder, identidades e diferenças em Stuart Hall e o teste dos privilégios do ID_BR. Falando em Hall, tem o Cultura e representação, de Stuart Hall – Introdução (e a Skol, hein?) com uma resenha do livro Cultura e Representação.

Ah, mas você busca um conteúdo mais técnico? Tem também. No Como escolher o melhor curso para o seu trabalho em mídias sociais que tem uma lista com mais de 50 instituições de ensino que oferecem cursos voltados para a área de mídias sociais. E complementando, tem o Quais os conhecimentos mais requisitados em vagas de mídias sociais/digital? que analisa os requisitos de 600 posts de vagas num grupo no Facebook.

E se você quiser conferir o resultado final da série Profissão Social Media: da teoria à prática vota para a palestra entrar no Social Media Week 2017. 😉

Social Media Week abre votação para palestras de 2017

Chegou aquele tradicional momento do ano: votar nas palestras do Social Media Week! Esse ano o evento acontece na ESPM Vila Mariana e conta com o apoio dos professores de comunicação digital da instituição na curadoria de conteúdo.

Outro ponto de organização, os temas estão separados por assunto, o que é interessante até para pensar no que é mais urgentes em comunicação atualmente. Na nuvem de palavras, por exemplo, podemos ver quais os temas mais oferecidos. Será que tanto conteúdo em empreendedorismo seria reflexo do contexto social com a crescente de apostas em negócios próprios devido ao desemprego? Fica aí a questão.

Bom, mas preparei uma lista de sugestões de temas, palestras e palestrantes que considero interessante que valem o voto. Segue:

 

WikiLab – a primeira wikihouse de São Paulo

Laboratório de Tecnologias Livres da UFABC (LabLivre UFABC) promove campanha no Catarse para “imprimir” uma wikihouse.

Mas que? Sim, exatamente. Imprimir! Segundo o grupo “Vamos usar chapas de madeira e uma máquina CNC para cortar e numerar as peças que serão utilizadas para levantarmos nosso laboratório acadêmico. Depois juntaremos quem estiver disposto a ajudar – sem a necessidade de nenhum conhecimento específico – e encaixaremos as peças como em um quebra-cabeças gigante.”.

A primeira wikhouse de São Paulo e a segunda do Brasil ficará alocada na UFABC campi SBC, trata-se de uma estrutura feita de madeira compensada, cortada com uma máquina CNC – impressora 3d com cortadora a laser. Os planos da estrutura foram criados pela comunidade global da wikihouse e estão disponíveis para qualquer um na rede. O objetivo é permitir que qualquer pessoa projete faça o download e imprima casas e componentes que podem ser montados com o mínimo de habilidades formais ou treinamento. O projeto é um alternativa inovadora de habitação de baixo custo que pode ser adaptada e implementada no mundo inteiro.

O Laboratório de Tecnologias Livres, LabLivre, realiza pesquisas interdisciplinares com o objetivo geral de desenvolver soluções tecnológicas livres e abertas para as políticas públicas, para a ampliação da participação democrática, para a criação e produção cultural e para os direitos humanos. O Laboratório reúne pesquisadores da sociologia, da ciência política, da filosofia, da comunicação, da engenharia e da computação, entre outras áreas.

Também atua agregando os saberes e práticas acadêmicos com o conhecimento produzido pelas comunidade hacker e maker. Por isso, o LabLivre atuará no mesmo espaço que o makerspace dos coletivos tecnológicos da região do ABC .

As recompensas começam a partir de R$ 20,00 e incluem e-books, cursos, camisetas, chaveiros entre outros. Para ter mais detalhes da companha e colaborar clique aqui. 🙂

Novos rumos, internet, empreendedorismo e diversidade

Já iniciei os trabalhos de 2017, mas é válido contextualizar a transição de caminhos. Primeiramente, para quem está acostumado a me ler e atuar pelo Versátil RP, eu continuo lá mesmo com o blog pessoal e muito provavelmente encabeçando um projeto bem bacana, conto mais abaixo.

Algumas mudanças aconteceram em decorrência do mestrado. Desde de 2015 venho me preparando para ingressar no curso. Estudando as bibliografias, redigindo o projeto de pesquisa e sendo reprovada na primeira seleção para aprender com os erros, rsss.

Pois bem, objetivo alcançado. A partir de fevereiro ingresso no Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais na UFABC, linha de pesquisa Cultura, Comunicação e Dinâmica Social. Meu projeto, a princípio, é sobre o movimento afroempreendedor na internet/redes sociais.

Porém, com esse passo dado tive que abrir mão do mercado como empregada e passo a atuar como autônoma para flexibilizar meus horários com a demanda, os compromissos e exigência do programa. Portanto, estou disponível caso precisem de uma relações-públicas e social media. Meu portfólio pode ser visto aqui. 🙂

Sobre internet, empreendedorismo e diversidade

O empreendedorismo está na veia da família que sempre precisou “fazer um por fora” para pagar todas as contas, trabalho com internet desde 2009 e diversidade tem sido um tema de aprofundamento nos últimos dois anos, sobretudo ao que se refere à mulher e negritude. Logo, juntar tudo isso no desenvolvimento da minha carreira foi um resultado até natural.

Além do tema do projeto de pesquisa que versa basicamente nesses três pilares, também tenho direcionado a atuação técnica nesse sentido. Alguns exemplos de projetos/trabalhos bem legais que harmonizam esse foco:

Fabio Henrique, profissional do audiovisual

Nesse trabalho fizemos a identidade visual (criação gráfica com a First), reestruturação das mídias sociais, planejamento editorial, produção e execução de conteúdo. O Fabio também tem foco em diversidade nos projetos dos quais participa, como a série de vídeos de artistas e as indicações de profissionais durante o novembro negro.

Crowdfunding Flores de Baobá

Dirigido por Gabriela Watson o Flores de Baobá é um documentário que trata da desigualdade no acesso à educação nas comunidades negras. Para abordar o assunto o enredo do documentário acompanha a trajetória de duas educadoras: Nyanza Bandele na Filadélfia e Priscila Dias em São Paulo. Integro a equipe de comunicação responsável pela campanha de crowdfunding no Catarse que tem por objetivo de obter verba para a finalização do documentário.

Comitê de enfrentamento ao racismo

A partir da necessidade de debater a questão do racismo dentro no universo da comunicação e das relações públicas apresentei essa proposta na última plenária do Conrerp/2. Inspirado no comitê do conselho de psicologia e no comitê de diversidade da Aberje, a princípio a ideia é mapear e conversar com os estudantes e profissionais negros da categoria como primeiro passo para a estruturação de um comitê específico.

Então, se você precisa desenvolver um projeto de social media, conteúdo ou planejamento editorial é só entrar em contato por aqui ou no contato@taisoliveira.me. 😉

Curso – Por que postamos: a antropologia das mídias sociais

O curso Por que postamos: a antropologia das mídias sociais é um material gratuito e online da UCL (University College London) via UCLeXtend. Trata-se de uma jornada de cinco semanas (mas você  pode realizar as atividades em seu tempo) para expor os resultados de pesquisas antropológicas sobre o consumo de mídias sociais realizadas em diferentes localidades do mundo (Inglaterra, Turquia, Ilha de Trinidad, Brasil, Itália, Índia, Chile, China), além desse conteúdo também tem a oferta de leituras sugeridas, vídeos, fóruns, atividades práticas e interação com os demais participantes do curso.

Cada um dos nove pesquisadores envolvidos no projeto passou 15 meses observando, conversando e descrevendo o hábito dos moradores do local escolhido para fazer o trabalho de campo. O resultado desse processo é apresentado no decorrer do curso seguindo o roteiro: O que é antropologia das redes sociais?; Qual a aparência das mídias sociais?; O impacto das mídias sociais em política e gênero? e O desafio chinês.

Infográfico sobre sociabilidade escalonável.

Com tópicos específicos sobre abordagem acadêmica em mídias sociais, visibilidade social, selfie, memes, design de plataformas, debate sobre a moral e analfabetismo, política e gênero o material traz uma provocação bastante pertinente sobre a utilização das mídias. E é curioso notar a diferença entre os contextos estudados, como na Itália e China as mulheres tiram poucas fotos de si mesmas ou de outras pessoas nos ambientes, preferem fotografar paisagens, comidas ou compartilhar memes, tudo em detrimento da moral rígida de cada região.  Continue lendo