Participe da pesquisa sobre o Afroempreendedorismo no Brasil

Desde 2017 venho estudando Afroempreendedorismo pelo prisma da Teoria da Economia Étnica no campo da comunicação digital para o mestrado. É uma temática que perpassa o histórico social e político da população negra no Brasil, sobretudo aspectos sobre trabalho, renda e educação, debates sobre identidades, racismo e movimentos sociais. Além de expor o próprio conceito e aplicações anteriores da Teoria da Economia Étnica e de métodos digitais para estudar comportamentos e agrupamentos online.

Meus métodos abarcam a Análise de Redes Sociais na Internet, entrevista semi-estruturada com os nós em destaque na rede e o formulário abaixo para Afroempreendedores. As perguntas estão estruturadas em três dimensões: a sócio-demográfica, sobre o empreendimento e sobre o Afroempreendedorismo e as respostas serão mantidas em total sigilo.

Então, se você chegou até esse post e é Afroempreendedor (empreendedor negro), peço, gentilmente, que colabore com essa pesquisa respondendo o formulário abaixo ou no link: http://bit.ly/pesquisa-afroempreendedorismo. Ou se você conhece alguém no perfil, colabore compartilhando o formulário com ela. Depois da defesa a pesquisa e a dissertação estarão disponíveis para consulta. 😉

#SmartDataSprint 2019: para além do engajamento visível

Em sua terceira edição, o Smart Data Sprint ocorreu entre os dias 29 de janeiro a 01 de fevereiro na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal. Com liderança de Janna Joceli Omena — Doutoranda em Digital Media na NOVA FCSH e pesquisadora membra do iNOVA Media Lab — a premissa do evento é reunir professores, estudantes e pesquisadores de diversas localidades do mundo para discutir, aprender e aplicar métodos digitais.

Participantes da edição 2019 | Fonte: iNOVA Media Lab

Durante a semana os participantes tiveram a oportunidades de ouvir palestras de professores referenciais como Richard Rogers, Professor Doutor em Novas Mídias e Cultura Digital da Universidade de Amsterdam e também diretor do Digital Methods Initiative e de Bernhard Rieder também Professor Doutor em Novas Mídias e Cultura Digital da Universidade de Amsterdam, membro do DMI e um dos responsáveis pela ferramenta NetVizz, entre outras.

Além disso, o evento contou com as pratical labs — oficinas estilo “mão na massa” sobre ferramentas que podem auxiliar o pesquisador no processo de extração, análise, organização e visualização de dados, como query design, análise de redes com Gephi, visualização de dados com RawGraph, análise de redes com NodeXl, entre outras.

A ideia é aplicar o aprendizado das pratical labs (e/ou de experiências anteriores) nos projetos sugeridos previamente e que foram trabalhados em pequenos grupos durante a semana do Smart Data Sprint. Nessa edição foram quatro propostas: Apps de Jornalismo, Circulação de mitos sobre saúde nas mídias sociais: os casos das terapias de detox e o movimento anti-vacina, Interrogando API’s de visualização de Imagens e Frugal Innovation. Entre quarta e sexta-feira os participantes aplicaram metodologias e análise de dados de acordo com a problemática de cada projeto. Para finalizar, no último dia foram apresentados os resultados prévios, dificuldades do caminho percorrido, aspectos importantes descobertos, questões e sugestões.

Todo material (apresentações e relatórios) será disponibilizado em breve, atualizo aqui quando ocorrer. Foi uma semana incrível com muito aprendizado, trocas e reflexões. Para quem já quiser aquecer para a edição de 2020, veja a cobertura fotográfica na página. 😉

[UPDATE: SAÍRAM OS RELATÓRIOS DOS PROJETOS | 21/03]

Foram disponibilizados os relatórios dos projetos desenvolvidos no Smart Data Sprint. O material apresenta o tema, facilitadores, equipe de pesquisadores, a problemática e questões que norteiam a pesquisa, além da metodologia utilizada, os dados encontrados e uma discussão de todos os insights do projeto. Provavelmente alguns tópicos virarão artigos mais detalhados futuramente, como no caso do Interrogating API’s (do qual eu participei) que tem por si vários tópicos muito específicos. Abaixo o link e uma breve descrição de cada um.

Projeto Interrogating Vision APIs: o objetivo foi de comparar três API’s de análise de imagens (Google, IBM, e Microsoft), três bancos de imagens (Shutterstock, Adobe Stock e Getty Images) e especificações culturais, conceituais e de categorização das API’s por nacionalidades e assim tentar encontrar nuances para uma análise de crítica.

Projeto Journalism Apps: a ideia era de explorar as informações possíveis dos aplicativos de jornalismo no Google Play Store, sobretudo a partir das dinâmicas de categorização, palavras-chave e apps relacionados.

Projeto Health myths’ circulation on social media: the cases of detox therapies, anti-vaxxers and zika epidemics: nesse projeto a missão era averiguar as controvérsias entre o discurso de saúde via detox e o movimento anti-vacina em diversas plataformas de mídias sociais.

Projeto Frugal Inovation: ainda em processo de escrita.


Vem aí o Coda.br 2018 com a presença de jornalistas e pesquisadores internacionais

As pesquisas eleitorais influenciam nas urnas? É possível “entrevistar” uma base de dados de milhares de linhas? O que é Machine Learning e como ele pode contribuir pra investigações jornalísticas? Como verificar a fila de atendimento no SUS a partir de dados públicos? Como conseguir evidências ou boas histórias utilizando bases de dados públicas? Que tal usar a linguagem R para analisar políticas governamentais?  

Essas são algumas das perguntas que o time de especialistas convidados pela Open Knowledge Brasil irão responder na 3ª edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais.

O evento, realizado em parceria com a Google News Initiative, é o primeiro do Brasil focado em jornalismo de dados e reúne alguns dos melhores profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. Ele acontece nos dias 10 e 11 de novembro na ESPM, em São Paulo.

Oficina sobre “Mapeamento Científico no Google Acadêmico com o Start”

O mapeamento de fontes acadêmicas é uma etapa essencial para o trabalho de jornalistas e cientistas sociais. Porém é necessário ir além do básico e explorar as possibilidades de bancos de catálogos digitais, como Scielo, Capes e Google Scholar que possibilitam maior praticidade na busca dessas referências.

Essa prática é otimizada a partir do uso de ferramentas de coleta e organização de dados, como o StArt. Em alguns passos a ferramenta auxilia no planejamento, execução, categorização e visualização de dados obtidos em revisões sistemáticas. Aprenda todas as etapas para manusear o StArt.

Facilito essa oficina no domingo (11/11) às 10:45, se inscreva no link.  😉

Curso Introdutório sobre a Lei de Acesso à Informação

Com o objetivo de promover relações mais transparentes entre o estado e a sociedade, a Lei de Acesso à Informação (LAI) entra em vigor no país em maio de 2012. A ferramenta tem sido muito utilizada por civis de modo geral, mas também por pesquisadores, cientistas sociais e de dados, jornalistas entre outros profissionais para obtenção de dados abertos de programas, projetos e prestação de contas dos governos.

O IBPAD acaba de lançar o curso Introdução a Dados Abertos e à LAI do qual sou professora. O curso conta com três módulos que abordam o histórico do debate sobre a LAI no Brasil e mecanismos de transparência em outros países, aspectos técnicos sobre como solicitar informações, o que é transparência ativa e passiva, como elaborar recursos, lista de organizações e grupos de pesquisas que tratam do tema, lista de ferramentas para lidar com dados e uma entrevista com Bárbara Paes que trabalhou por anos na Artigo 19 – uma das mais importantes instituições que trabalham com a causa do acesso à informação pública.

Acesse a página do curso e saiba mais detalhes. 😉

BlackRocks Startup oferece noite de mentorias

Pelo segundo ano consecutivo tenho o prazer de participar como mentora da Noite de Mentorias BlackRocks. Se inscreva no formulário até dia 23 de setembro, o evento será no dia 04 de outubro a partir das 19h na sede da Oracle.

O evento de mentorias do BlackRocks foi desenvolvido como uma das ações iniciais da instituição, para que se tornasse um evento relevante aos que querem ingressar ou aprimorar/potencializar seus negócios. Além disso, o evento tem a premissa de realizar a valorização e visibilidade de mentores negros e não brancos, profissionais com grande expertise no ecossistema de inovação, tecnologia e startups brasileiros.

A noite de mentorias é ideal para qualquer tipo de empreendedores, contudo focamos em iniciativas que tenham inovação em sua execução, produto, público, canais de atendimento etc, este evento serve como funil para localizarmos iniciativas para nossos outros programas (capacitação e aceleração).