BlackRocks Startup oferece noite de mentorias

Pelo segundo ano consecutivo tenho o prazer de participar como mentora da Noite de Mentorias BlackRocks. Se inscreva no formulário até dia 23 de setembro, o evento será no dia 04 de outubro a partir das 19h na sede da Oracle.

O evento de mentorias do BlackRocks foi desenvolvido como uma das ações iniciais da instituição, para que se tornasse um evento relevante aos que querem ingressar ou aprimorar/potencializar seus negócios. Além disso, o evento tem a premissa de realizar a valorização e visibilidade de mentores negros e não brancos, profissionais com grande expertise no ecossistema de inovação, tecnologia e startups brasileiros.

A noite de mentorias é ideal para qualquer tipo de empreendedores, contudo focamos em iniciativas que tenham inovação em sua execução, produto, público, canais de atendimento etc, este evento serve como funil para localizarmos iniciativas para nossos outros programas (capacitação e aceleração).

Livro: Estudando Cultura e Comunicação com Mídias Sociais

O IBPAD acaba de lançar o livro ‘Estudando Cultura e Comunicação com Mídias Sociais’. A obra – disponível para download gratuito –  conta com 20 capítulos que abordam temas em quatro eixos: Métodos, Identidades, Política e Mercado da Comunicação.

Tive o grande prazer de colaborar com o capítulo ‘Redes Sociais na Internet, Narrativas e a Economia Étnica: breve estudo sobre a Feira Cultural Preta’ onde faço uma análise do conteúdo e da rede formada a partir da página da Feira Preta e a relação dos aspectos observados com a teoria da economia étnica. Baixe gratuitamente.

Como citar:

Livro: SILVA, Tarcízio; BUCKSTEGGE, Jaqueline; ROGEDO, Pedro (orgs.). Estudando Cultura e Comunicação com Mídias Sociais. Brasília: Editora IBPAD, 2018.

Capítulo: OLIVEIRA, Taís. Redes Sociais na Internet, Narrativas e a Economia Étnica: breve estudo sobre a Feira Cultural Preta. In: SILVA, Tarcízio; BUCKSTEGGE, Jaqueline; ROGEDO, Pedro (orgs.). Estudando Cultura e Comunicação com Mídias Sociais. Brasília: Editora IBPAD, 2018.

Cinco vídeos para entender o Afroempreendedorismo no Brasil

Já comentei por aqui sobre minha pesquisa de mestrado que trata de afroempreendedorismo na perspectiva da teoria da economia étnica.

Talvez o tema ainda seja distante para alguns, mas não por isso. Para ilustrar, nesta semana foi ao ar o Programa Mundo S.A. sobre afroempreendedorismo e contou com a participação de Adriana Barbosa da Feira Cultural Preta, Luana Teófilo do Painel Bap, Carlos Humberto da Diáspora Black, Bruno e Brigida do Clube da Preta e Nina Silva do Movimento Black Money.

Oportunidade excelente para compreender um pouco mais o ecossistema desse movimento. Deixo também mais quatro vídeos que trazem debates interessantes sobre o tema.

 

 

 

 

 

2018: here we go again

Pós festas, carnaval e tudo mais que o começo do ano nos permite (ou nos impede): here we go again compartilhar conteúdo, ideia, dicas, eventos etc.

Primeiramente, vale lembrar que aqui na página posts tem a lista de todos os conteúdos já compartilhados aqui no blog e aqui nos slides tem todo material dado nas minhas palestra e oficinas.

Outro ponto importante de ressaltar é que quando não teve conteúdo aqui, é por que teve em outros lugares, como mapeamento de públicos e análise de redes, relações públicas na América LatinaLei de Acesso à Informação, sobre as ferramentas Sobek Mining e a StArt. Lá no Versátil RP (que está de cara nova) teve a repercussão no Twitter do caso LAI no município de São Paulo e um post especial para dia interamericano das relações públicas em parceria com Diego Galofero.

 

É novidade que você quer @? 

A primeira novidade é que curso sobre Planejamento Estratégico em Comunicação e Mídias Sociais está na agenda permanente do Lobo Criativo. Essa atividade, que já acontece a algum tempo, será toda remodelada com conteúdo novo, atividades, ferramentas e referências em dobro. O curso tem como público foco estudantes, recém-formados e empreendedores que queiram entender mais dessa parte do trabalho de comunicação. Quem tiver interesse ou quiser mais informações, manda e-mail para falecom@lobocc.com.br que o pessoal do Lobo vai tirar todas as dúvidas.

 

Novidade número dois é que o curso sobre a Lei de Acesso à Informação terá uma versão online pelo IBPAD. Essa atividade é baseada na LAI (como nas oficinas que aconteceram ano passado) e com foco de público em comunicadores (jornalistas, relações-públicas, publicitários, etc), cientistas sociais e demais pesquisadores interessados em conhecer o funcionamento básico da Lei de Acesso à Informação como recurso de levantamento de dados públicos. Informação importante, esse curso será oferecido de forma gratuita e a lista de espera já está aberta, acesse aqui para se inscrever.

 

Bom, esse primeiro post do ano foi para relembrar o que aconteceu em 2017 e para contextualizar todo trabalho que está sendo desenvolvido (e que também conta com a fase de escrita da minha dissertação) esse ano! Aproveito para desejar a todos um excelente período e que possamos trocar muitas figurinhas por aqui e nos demais espaços. 🙂

Black Money, afroempreendedorismo e economia étnica

Na minha dissertação estudo afroempreendedorismo [nas mídias sociais] a partir da perspectiva de economia étnica (o sociólogo Ivan Light da Universidade da California é a referência aqui). Logo, em algum momento vou ter que contextualizar o “Black Money”, mas eu ainda não cheguei num nível de aprofundamento pra contribuir de forma efetiva nesse debate.

Mas de economia étnica posso dar uns pitacos. Economia étnica é o esforço coletivo de fazer circular não só o dinheiro, mas empregabilidade e oportunidades de crescimento profissional num determinado grupo étnico, em geral grupos que imigraram.

Dando um breve search no Google Acadêmico por “economia étnica” é possivel encontrar diversos artigos (a UFSCAR tem um trabalho enfático no tema), mas com foco em armênios, italianos, espanhóis, japoneses, chineses, se pah dá pra encontrar até de marcianos, jupiterianos, etc.

Mas a perspectiva dessa análise com foco em negros é inexistente. Primeiro, do meu ponto de vista, pq quando nos estudam só focam nas nossas dores, no racismo, na violência, na pobreza, etc. Segundo, pq nós não migramos, nós fomos sequestrados e escravizados pra gerar riqueza para outros grupos étnicos. Desse ponto de vista pode haver um conflito com a teoria (e a gente tá aqui é pra conflitar mesmo), mas nos demais aspectos, sobretudo no sentido de comunidade, a economia étnica faz bastante sentido no contexto que venho observando nas atuais movimentações de afroempreendedorismo.

Eu concordo que é um pouco inviável querer aplicar o “Black Money” dos EUA aqui. Os contextos são diferentes, o nosso próprio entendimento de negritude não é maduro, nós temos problemas sociais básicos sem uma perspectiva de resolução, nós temos um extermínio da população negra em curso, nós estamos vivenciando um retrocesso de todas as políticas públicas de afirmação (dentre as quais tive a oportunidade de estar na academia). E sim, pode existir divergências conceituais do termo. E sim, entendo que a grande crítica ao “Black Money” é o fato dele estar atrelado à estrutura bancária, mas qual outra solução viável existe pra esse ponto?

Mas uma coisa não inviabiliza a outra e é por isso, imagino eu, que as pessoas se engajam em causas diversas. Que no fim das contas todas são para melhorias de um determinado grupo social.

Também concordo que a estrutura da sociedade só muda a partir de políticas públicas de longo prazo e aí a gente agradece os que estão à longa data lutando por isso. Mas no curto prazo e individualmente é dinheiro sim que muda a vida das pessoas. É esse o sistema que a gente vive, infelizmente. E as coisas não vão se alterar do dia pra noite como num passe de mágica.

Eu posso muito bem me engajar em questões relacionadas às políticas públicas, mas também posso querer que os pretos ganhem dinheiro trabalhando arduamente (e a gente sabe que empreendedor trabalha muito mais que 8 hrs por dia) e promovam atividades que nos fortaleçam.

Os armênios, italianos, espanhóis, japoneses, chineses, marcianos e jupiterianos fizeram e fazem isso e ainda são temas nas universidades. Pq a gente não pode também?

PS: textão publicado primeiro no Facebook, relevem o internetês.


UPDATE [7/11/18]

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