#SmartDataSprint 2019: para além do engajamento visível

Em sua terceira edição, o Smart Data Sprint ocorreu entre os dias 29 de janeiro a 01 de fevereiro na Universidade Nova de Lisboa, em Portugal. Com liderança de Janna Joceli Omena — Doutoranda em Digital Media na NOVA FCSH e pesquisadora membra do iNOVA Media Lab — a premissa do evento é reunir professores, estudantes e pesquisadores de diversas localidades do mundo para discutir, aprender e aplicar métodos digitais.

Participantes da edição 2019 | Fonte: iNOVA Media Lab

Durante a semana os participantes tiveram a oportunidades de ouvir palestras de professores referenciais como Richard Rogers, Professor Doutor em Novas Mídias e Cultura Digital da Universidade de Amsterdam e também diretor do Digital Methods Initiative e de Bernhard Rieder também Professor Doutor em Novas Mídias e Cultura Digital da Universidade de Amsterdam, membro do DMI e um dos responsáveis pela ferramenta NetVizz, entre outras.

Além disso, o evento contou com as pratical labs — oficinas estilo “mão na massa” sobre ferramentas que podem auxiliar o pesquisador no processo de extração, análise, organização e visualização de dados, como query design, análise de redes com Gephi, visualização de dados com RawGraph, análise de redes com NodeXl, entre outras.

A ideia é aplicar o aprendizado das pratical labs (e/ou de experiências anteriores) nos projetos sugeridos previamente e que foram trabalhados em pequenos grupos durante a semana do Smart Data Sprint. Nessa edição foram quatro propostas: Apps de Jornalismo, Circulação de mitos sobre saúde nas mídias sociais: os casos das terapias de detox e o movimento anti-vacina, Interrogando API’s de visualização de Imagens e Frugal Innovation. Entre quarta e sexta-feira os participantes aplicaram metodologias e análise de dados de acordo com a problemática de cada projeto. Para finalizar, no último dia foram apresentados os resultados prévios, dificuldades do caminho percorrido, aspectos importantes descobertos, questões e sugestões.

Todo material (apresentações e relatórios) será disponibilizado em breve, atualizo aqui quando ocorrer. Foi uma semana incrível com muito aprendizado, trocas e reflexões. Para quem já quiser aquecer para a edição de 2020, veja a cobertura fotográfica na página. 😉

[UPDATE: SAÍRAM OS RELATÓRIOS DOS PROJETOS | 21/03]

Foram disponibilizados os relatórios dos projetos desenvolvidos no Smart Data Sprint. O material apresenta o tema, facilitadores, equipe de pesquisadores, a problemática e questões que norteiam a pesquisa, além da metodologia utilizada, os dados encontrados e uma discussão de todos os insights do projeto. Provavelmente alguns tópicos virarão artigos mais detalhados futuramente, como no caso do Interrogating API’s (do qual eu participei) que tem por si vários tópicos muito específicos. Abaixo o link e uma breve descrição de cada um.

Projeto Interrogating Vision APIs: o objetivo foi de comparar três API’s de análise de imagens (Google, IBM, e Microsoft), três bancos de imagens (Shutterstock, Adobe Stock e Getty Images) e especificações culturais, conceituais e de categorização das API’s por nacionalidades e assim tentar encontrar nuances para uma análise de crítica.

Projeto Journalism Apps: a ideia era de explorar as informações possíveis dos aplicativos de jornalismo no Google Play Store, sobretudo a partir das dinâmicas de categorização, palavras-chave e apps relacionados.

Projeto Health myths’ circulation on social media: the cases of detox therapies, anti-vaxxers and zika epidemics: nesse projeto a missão era averiguar as controvérsias entre o discurso de saúde via detox e o movimento anti-vacina em diversas plataformas de mídias sociais.

Projeto Frugal Inovation: ainda em processo de escrita.




Documentário Perfil Oculto discute seleção às cegas

O documentário Perfil Oculto é o produto final dos estudantes Gabriela Santos e Allan Ferreira (e agora formados) da USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul. A proposta é discutir o conceito de seleção às cegas em recursos humanos – que é basicamente a análise apenas do currículo técnico sem qualquer identificação do candidato.

Porém esse método carrega uma série de implicações que necessitam de observações mais atentas, como compreender quais grupos sociais estão dentro dos “melhores perfis” do ponto de vista técnico e quais as razões que os levam a isso. Dessa forma o debate recai na temática da diversidade em processos seletivos, oportunidades de estudos e aperfeiçoamento, desigualdades sociais, racismo, LGBTfobia, entre outros.

Participei da produção falando sobre trajetória da população negra no Brasil, desigualdades, vivência de racismo no ambiente corporativo e meu ponto de vista a respeito desta técnica de seleção. Você pode conferir o documentário no vídeo abaixo.

Trampo de Preta – o empreendedorismo das mulheres negras

O Trampo de Preta é o produto final das estudantes de jornalismo (agora formadas) Caroline Fernandes, Paloma Sganzerla e Sarah Furtado da Faculdade Rio Branco. A plataforma tem como objetivo reunir e dar visibilidade às histórias de mulheres negras empreendedoras.

Participei da série falando da minha pesquisa sobre afroempreendedorismo e economia étnica, que você pode conferir abaixo. O material conta ainda com entrevistas de Maria Sylvia, Adriana Barbosa, Raquel Barbosa, Daniele Damata, Gisele Coutinho e Aline Medeiros. Para ver todas as entrevistas acesse o canal.

Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela” (Angela Davis)

Vem aí o Coda.br 2018 com a presença de jornalistas e pesquisadores internacionais

As pesquisas eleitorais influenciam nas urnas? É possível “entrevistar” uma base de dados de milhares de linhas? O que é Machine Learning e como ele pode contribuir pra investigações jornalísticas? Como verificar a fila de atendimento no SUS a partir de dados públicos? Como conseguir evidências ou boas histórias utilizando bases de dados públicas? Que tal usar a linguagem R para analisar políticas governamentais?  

Essas são algumas das perguntas que o time de especialistas convidados pela Open Knowledge Brasil irão responder na 3ª edição da Conferência Brasileira de Jornalismo de Dados e Métodos Digitais.

O evento, realizado em parceria com a Google News Initiative, é o primeiro do Brasil focado em jornalismo de dados e reúne alguns dos melhores profissionais do mercado para trocar ensinamentos e experiências sobre a área. Ele acontece nos dias 10 e 11 de novembro na ESPM, em São Paulo.

Oficina sobre “Mapeamento Científico no Google Acadêmico com o Start”

O mapeamento de fontes acadêmicas é uma etapa essencial para o trabalho de jornalistas e cientistas sociais. Porém é necessário ir além do básico e explorar as possibilidades de bancos de catálogos digitais, como Scielo, Capes e Google Scholar que possibilitam maior praticidade na busca dessas referências.

Essa prática é otimizada a partir do uso de ferramentas de coleta e organização de dados, como o StArt. Em alguns passos a ferramenta auxilia no planejamento, execução, categorização e visualização de dados obtidos em revisões sistemáticas. Aprenda todas as etapas para manusear o StArt.

Facilito essa oficina no domingo (11/11) às 10:45, se inscreva no link.  😉

NEAB – UFABC promove Semana da Consciência Negra

O NEAB – UFABC (Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros) promove a primeira Semana de Consciência Negra da UFABC (Universidade Federal do ABC). A semana contará com mesas sobre ações afirmativas, religiões de matriz africana, oficina de jogos, minicursos, entre outras atividades.

Acesse o site do NEAB-UFABC para mais informações.

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