Social Media Week abre votação para palestras de 2017

Chegou aquele tradicional momento do ano: votar nas palestras do Social Media Week! Esse ano o evento acontece na ESPM Vila Mariana e conta com o apoio dos professores de comunicação digital da instituição na curadoria de conteúdo.

Outro ponto de organização, os temas estão separados por assunto, o que é interessante até para pensar no que é mais urgentes em comunicação atualmente. Na nuvem de palavras, por exemplo, podemos ver quais os temas mais oferecidos. Será que tanto conteúdo em empreendedorismo seria reflexo do contexto social com a crescente de apostas em negócios próprios devido ao desemprego? Fica aí a questão.

Bom, mas preparei uma lista de sugestões de temas, palestras e palestrantes que considero interessante que valem o voto. Segue:

 

WikiLab – a primeira wikihouse de São Paulo

Laboratório de Tecnologias Livres da UFABC (LabLivre UFABC) promove campanha no Catarse para “imprimir” uma wikihouse.

Mas que? Sim, exatamente. Imprimir! Segundo o grupo “Vamos usar chapas de madeira e uma máquina CNC para cortar e numerar as peças que serão utilizadas para levantarmos nosso laboratório acadêmico. Depois juntaremos quem estiver disposto a ajudar – sem a necessidade de nenhum conhecimento específico – e encaixaremos as peças como em um quebra-cabeças gigante.”.

A primeira wikhouse de São Paulo e a segunda do Brasil ficará alocada na UFABC campi SBC, trata-se de uma estrutura feita de madeira compensada, cortada com uma máquina CNC – impressora 3d com cortadora a laser. Os planos da estrutura foram criados pela comunidade global da wikihouse e estão disponíveis para qualquer um na rede. O objetivo é permitir que qualquer pessoa projete faça o download e imprima casas e componentes que podem ser montados com o mínimo de habilidades formais ou treinamento. O projeto é um alternativa inovadora de habitação de baixo custo que pode ser adaptada e implementada no mundo inteiro.

O Laboratório de Tecnologias Livres, LabLivre, realiza pesquisas interdisciplinares com o objetivo geral de desenvolver soluções tecnológicas livres e abertas para as políticas públicas, para a ampliação da participação democrática, para a criação e produção cultural e para os direitos humanos. O Laboratório reúne pesquisadores da sociologia, da ciência política, da filosofia, da comunicação, da engenharia e da computação, entre outras áreas.

Também atua agregando os saberes e práticas acadêmicos com o conhecimento produzido pelas comunidade hacker e maker. Por isso, o LabLivre atuará no mesmo espaço que o makerspace dos coletivos tecnológicos da região do ABC .

As recompensas começam a partir de R$ 20,00 e incluem e-books, cursos, camisetas, chaveiros entre outros. Para ter mais detalhes da companha e colaborar clique aqui. 🙂

Qual é o seu maior problema de comunicação?

Lancei uma enquete para as empreendedoras do grupo Feminaria, a pergunta foi: qual é o seu maior problema de comunicação? Rendeu um papo interessante por lá e eu separei alguns tópicos para falarmos.

1. Dificuldade para que compreendam o que eu faço

Isso é bem comum, sobretudo quando se trata de algo muito novo, específico, amplo ou similar à outras atividades. Acredito que vale encontrar uma definição objetiva, curta, sem ambiguidades e testar a aceitação com os clientes, mas também com pessoas que não são da área. Se quem não tem nenhuma definição prévia da sua atividade entender é um bom indicativo.

2. Mensuração de resultados

De fato em comunicação não existe uma regra geral de análise de resultados. Até por que são muitas coisas que podem ser medidas, por exemplo vendas, relacionamento, alcance de marca, leads gerados, notas na imprensa, acessos no site, engajamento nas mídias sociais e assim por diante. A minha sugestão é primeiro saber qual objetivo pretende-se alcançar e segundo saber o que se pretende medir. Em alguns momentos a venda propriamente dita pode não ser o resultado esperado da ação, mas o aumento de pessoas permitindo receber e-mails para acompanhar sua marca sim (geração de leads = potenciais clientes).

3. Colocar limites nos clientes

Quem inventou o ditado “o cliente sempre tem razão” certamente não estava em pleno estado de consciência. Disciplinar o cliente, principalmente quando se trata de relações longas, é uma missão e tanto. Eu apostaria em uma política bem clara de atendimento, com regras e limites. Pode haver concessões? Sim, pode. E isso também deve ser conversado entre as partes. Outro ponto levantado no tópico e que também entra nesse item foi o “meu cliente quer me ensinar a fazer o que eu faço”, ou seja, também é uma questão de disciplinar, afinal quem é o profissional especialista da relação?

4. Mídias Sociais

É o meio mais acessível de comunicação atualmente, mas isso não significa que é o mais fácil. Sobretudo se pensarmos nas variáveis de alcance e interação e nas ações que muitas vezes não são controláveis, como os famosos virais (para o bem e para o mal).  A minha sugestão é ter em mente que mídias sociais são principalmente um canal para estabelecer relacionamento e conversas, não para apenas vender. É óbvio que vender é o objetivo, afinal os boletos não se pagam sozinhos, mas o que quero dizer é que o formato “deu a louca no gerente, 80% off, só hoje, corre!!” não funciona aqui, até por que a pessoa tem infinitas possibilidades de pesquisar (na internet) e ela só vai escolher quando tiver certeza e uma forma de dar certeza ao cliente é desenvolver sua credibilidade. E isso só acontece via relacionamento.

Dica extra, não acontecem milagres em comunicação sem investimento (e em lugar nenhum, não é mesmo?). Reserve um valor para ampliar o alcance. E diminua a ansiedade na espera de imediatismos. 😉


Quer aprender mais sobre como o Planejamento da Comunicação pode ajudar seu negócio? Vem para o Workshop na Casa Feminaria: http://bit.ly/PlanTaisso <3  

Workshop: planejamento da comunicação na Feminaria

Vai rolar a primeira parceria com a Feminaria. \õ

No dia 07 de Abril vou facilitar o workshop Planejamento da Comunicação para Empreendedoras. Serão três turmas (manhã, tarde e noite) com 10 vagas pagantes e duas vagas sociais (destinadas às mulheres que não tem condições de pagar, mas precisam do conteúdo para alavancar seus negócios) para cada turno. O investimento é de R$ 100,00 (com coffee break), associadas Feminaria tem 15% de desconto.

O objetivo do workshop é compartilhar com as empreendedoras técnicas de comunicação para expor adequadamente seus produtos e serviços.

O programa contará com roda de apresentação e expectativas, conceitos e processos de planejamento, exposição de ferramentas, análises de boas práticas, exercícios e orientação para materiais de consulta.

Para se inscrever basta acessar esse link: http://bit.ly/PlanTaisso 

Vagas sociais

Para solicitar uma das seis vagas sociais é preciso me enviar um e-mail no contato@taisoliveira.me e contar sobre sua empresa, encaminhar o link do site e redes sociais, localização, dizer a razão de precisar muito da vaga e sinalizar qual período é melhor para você (manhã, tarde ou noite).

Serviço

Dia 07 de abril
Turma 01: das 09:00 às 12:00
Turma 02: das 14:00 às 17:00
Turma 03: das 19:00 às 22:00
Na Casa Feminaria
End.: Rua Inglês de Souza, 14 – Aclimação

#diadasmulheres | Já leu uma mulher hoje?

O Dia Internacional das Mulheres é o dia oficial dos clichês, por mais que todos os anos nós falemos sobre isso e sobre quais atitudes esperadas sempre vemos o mais do mesmo do show do horror. E aí fazemos o clássico esforço de aproveitar o buzz da data para fortalecer e divulgar o trabalho de mulheres.

Esse ano preparei uma lista com autoras das quais indico contato com a obra, sejam dos livros físicos, dos artigos, pelas poesias ou pelos posicionamentos nas redes sociais.

Carolina Maria de Jesus – mulher negra, foi moradora da favela do Canindé em São Paulo, viveu entre 1914 e 1977, catadora de papelão e mãe de três filhos. Foi para escola com auxílio de um magnata que quis ajudar as crianças pobres do bairro em Minas Gerais. Permaneceu lá apenas até a segunda série, mas aprendeu a ler e escrever. Já em São Paulo, quando encontrava cadernos guardava-os para escrever e assim fazia, principalmente sobre o cotidiano na favela. Carolina é considerada a primeira escritora negra brasileira, sua obra mais conhecida é o Quarto de Despejo que trata sobre a narrativa da favela do Canindé e seu dia-a-dia de trabalho para garantir a sobrevivência da família.

Jarid Arraes – nascida no Ceará, atualmente mora na cidade de São Paulo onde mantêm projetos como Terapia Escrita, Clube da Escrita Para Mulheres e o Clube Leitura Independente. Tem mais de 60 títulos, sendo o mais atual o As Lendas de Dandara. Também tem material produzido para a Artigo 19 e Think Olga.

Maria Clara Araújo – mulher, trans, pobre e negra, cursa Pedagogia pela Federal de Pernambuco onde teve que se matricular com o nome civil e precisou lutar pelo direito de usar o nome social. Ela traz textos excelentes nas redes sociais, tem alguns artigos científicos publicados e escreve no Blogueiras Negras, dentre os vários textos o de maior repercussão é o Por que os homens não estão amando as mulheres trans?

Mel Duarte – paulistana, poetisa e ativista cultural, integrante do Coletivo Ambulantes e do Slam das Minas. Na abertura da Flip 2016, Mel Duarte representou a comunidade de escritoras(es) negras(os) endossando por meio da poesia os protestos pela baixa representatividade do evento. Possui dois livros publicados, sendo o mais recente o Negra Nua Crua.

Sueli Carneiro – é doutora em Educação pela USP e diretora do Geledés Instituto da Mulher Negra. Teórica sobre as questões da mulher negra, também teve (e tem) forte influência em movimentos políticos, sobretudo no estado de São Paulo. Além disso, é autora do livro Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil que reúne uma coletânea de vários dos seus artigos.

Luana Protazio – tem 20 anos, reside em Bauru (interior de SP), estudante de relações públicas e integrante dos movimentos de hip hop da cidade. Luana é idealizadora e autora no blog Elogie Uma Irmã Negra que traz periodicamente textos de análises e críticas excelentes. Um dos mais atuais e importantes temas fala do racismo no carnaval no artigo Tire o seu racismo da folia.

Suzane Jardim – é historiadora e pesquisadora, sobretudo em temáticas sobre a História Negra. Nas redes sociais e em outras plataformas trata com muito didatismo temas polêmicos sobre questões atuais dos movimentos feminista e negro. Recentemente teve análise publicada no Jornal Nexo sobre documentários que tratam de racismo e violência policial.

Conceição Evaristo – mineira de Belo Horizonte, sua mãe era lavandeira e assim como Carolina Maria de Jesus mantinha um diário para escrever sobre seu dia-a-dia. Quando jovem, Conceição trabalhava como empregada doméstica para se manter. Mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Letras na UFRJ, depois tornou-se mestre em Literatura Brasileira (PUC/RJ) e doutora em Literatura Comparada (UFF). Entre suas obras, a mais recente é Olhos D’água, uma ficção que trata da pobreza e violência do urbana da população negra.

Aproveitando que citei o boicote à Flip 2016, em junho do ano passado presenciei lá na SOF um ótimo bate-papo sobre mulheres negras na literatura, pautado justamente por essa ocasião. Nessa noite estiveram presentes Miriam Alves, Bianca Santana e Jenyffer Nascimento e o vídeo está completo no youtube. <3